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domingo, 7 de junho de 2015

Resumo de "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas" - Dale Carnegie

Capítulo 1: técnicas fundamentais para lidar com as pessoas

- Através da crítica não operamos mudanças duradouras e consequentemente ocorrem ressentimentos
 - O culpado culpa a todos menos a si mesmo. Exemplo: assassinos.
 - As críticas duras redundam em futilidade
 - Um homem grande demonstra sua grandeza pelo modo que trata os pequenos
 - Conhecer as atitudes antes de criticar
 Princípio 1: não critique, não condene, não se queixe

 - Todos os homens têm o desejo de serem reconhecidos
 - Metade dos loucos se tornou pela falta de reconhecimento, encontrada agora no mundo irreal.
 - Estou sempre ansioso para elogiar (incentivar). Repugna-me descobrir falhas.
 - Alimentamos o nosso físico, falta o nosso ego.
 - Diferença entre bajulação (falsa, egoísta, inoportuno) elogio (sincero, de coração, oportuno).
 - O elogio honesto obtém resultados onde a critica falhou.
 Princípio 2: aprecie honestamente e sinceramente

- Só buscamos aquilo que nos interessa.
- Para influenciar as pessoas é preciso falar sobre o que elas querem ouvir.
- PERGUNTA: Como poderei fazer para que ela queira fazer isto?


- O segredo do sucesso é a habilidade de olhar do ponto de vista da outra pessoa e ver algo tão belo quanto do seu.
- Mostre as vantagens que a outra pessoa terá.
- Coloque-se sempre no lugar do outro, se for bom para ele, será bom para você.
- A satisfação do interesse é uma necessidade
Principio 3: Desperte um ardente desejo na outra pessoa

CAPÍTULO 2 : Seis Maneiras de Fazer as Pessoas Gostarem de Você.

- Torne-se verdadeiramente interessado em ajudar a outra pessoa, coloque-se a disposição dela.
- Todos gostamos de ser admirados.
- Numa rua de mão dupla, os dois saem beneficiados.
Princípio 1: Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa.

- As pessoas que sorriem verdadeiramente fazem suas tarefas diárias com mais perfeição.
- Ao falar no telefone, sorria, a outra pessoa percebera.
- A felicidade não depende de condições externas, mas sim das condições internas.
- Nada é bom ou mal, nossas intenções que fazem ser.
- O sorriso é o mensageiro das boas intenções.
Principio 2 : Sorria

- O homem é mais interessado pelo seu próprio nome do que por todos os outros nomes da terra juntos.
- Lembrar-se do nome é tornar o individuo importante.
- O nome destaca o individuo da multidão.


Principio 3: Chame as pessoas pelo nome

- De atenção exclusiva a pessoa que estiver falando.
- Para ser um bom conversador, seja um ouvinte atento.
- Mostre-se interessado em escutar o que a outra pessoa tem para falar.
- As pessoas raramente desejam opiniões, querem somente a atenção verdadeira.
Principio 4: Seja um bom ouvinte, incite os outros a falar sobre eles mesmos.

- Falar com uma pessoa sobre o que ela gosta é o caminho para o sucesso.
- Traz benefícios para ambas as partes.
Principio 5: Fale de coisas que interessam a outra pessoa.

- Faça sempre a outra pessoa sentir-se importante.
- Utilize as seguintes expressões: “Queira me fazer o favor”, “Muito Obrigado”, “Teria a Bondade”. Pequenas cortesias que lubrificam a engrenagem monótona do dia a dia.
- “Cada homem que encontro é superior a mim em alguma coisa e nisto posso aprender com ele”.
- Fale com as pessoas a respeito delas mesmas.
Principio 6: Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça com sinceridade.

Capitulo 3: Como conquistar as pessoas a pensarem do seu modo.

- Você pode vencer uma discussão. Se perder, perdeu mesmo, e se ganhar, também perdeu, pois fez a outra pessoa se sentir inferior a você.
- Aceite as criticas e tente resolver os problemas pacificamente.
- Deixe a outra pessoa se sentir importante, ela necessita disso.
Principio 1: A única maneira de vencer uma discussão é evita-la.

- Ensinar alguma coisa a alguém não e bater de frente, desprezar por completo a ideia alheia, é na verdade deixá-lo perceber o próprio erro.
- Nossa primeira avaliação é sempre o julgamento, ao invés da compreensão, do entendimento.
- escancarar o erro de uma pessoa ferira seu ego e ela fortalecera sua opinião errada.
Principio 2: Respeite a opinião dos outros, nunca diga “você esta errado”.

- Qualquer homem procura justificar suas falhas, mas somente o nobre reconhece seus erros.
- Se você errou, admita-o rapidamente. A critica vinda será menos dolorosa.
- Justificar é dar motivos para o outro lhe criticar.
Principio 3: Se está enganado, reconheça seu erro rapidamente.

- “Se você vier ate mim com os punhos cerrados, os meus certamente estarão fechados tão depressa quanto os seus” - Woodrow Wilson.
- A gentileza e a amizade serão sempre mais fortes do que a fúria e a força.
- A bondade, a aproximação amistosa podem fazer as pessoas mudarem de ideia prontamente.
- Principio 4: Comece de uma maneira amistosa.

- Não discuta com a outra pessoa, impeça que ela diga “não”.
- Crie afirmações que a pessoa concorde, e diga SIM. Condicione-a para olhar o seu ponto de vista de forma sutil.


Principio 5: Consiga que a outra pessoa diga “sim”, imediatamente.

- Deixe a outra pessoa falar, não a interrompa.
- Mostre-se interessado, isto aumentara a importância de quem fala.
Principio 6: Deixe a outra pessoa falar durante a maior parte da conversa.

- Nenhum homem gosta de sentir que estão lhe vendendo algo, preferimos acreditar que nos compramos porque precisávamos.
- Gostamos de ser consultados sobre nossos desejos e opiniões.
- Deixe a outra pessoa acreditar que a ideia é dela.
Principio 7: Deixe a outra pessoa acreditar que a ideia é dela.

- Coloque-se no lugar da outra pessoa, entenda seu ponto de vista.
- As pessoas não gostam de saber que estão erradas. Seja paciente, para lidar com a situação.
Principio 8: Procure ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa tão bem quanto do seu.

- Coloque-se sempre no lugar da outra pessoa.
- A espécie humana anseia por simpatia, trate-os sempre bem.
Principio 9: Seja simpático com as ideias alheias.

- Trate a pessoa sempre com calma, mostre-se interessado por ela, acredite no que ela esta falando.
- Pedir desculpas é algo nobre e deve se tornar um habito.
Principio 10: Apele para os mais nobres motivos.

- Afirmar apenas uma verdade não é o bastante, ela deve se tornar viva, intensa.
- Faça demonstrações das suas intenções, dramatize-as.
Principio 11: Dramatiza suas ideias.

- Uma pessoa de sucesso deseja o desafio, a superação.
- Estimule a competição, o desejo de se tornar melhor, de ser importante.
Principio 12: Lance um desafio.

Capitulo 4: Seja um Líder

- É sempre mais fácil ouvir as coisas desagradáveis, depois de um belo elogio sincero.
Principio 1: Comece sempre pelo elogio

- Chame indiretamente a atenção das outras pessoas, quando elas estiverem cometendo erros.
- Substitua o “mas” (você é bom, mas precisa melhorar) por “e” (você é boa e precisa melhorar), depois do elogio.
Principio 2: Chame a atenção para os erros indiretamente.

- Admita sempre seu erro, nunca o justifique.
- A humildade e o elogio são as chaves que abrem as portas do sucesso.
Principio 3: Fale sobre seus erros antes de criticas a outra pessoa.

- Nunca de ordem, sempre de sugestões.
- Deixa a outra pessoa compreender seus próprios erros, sentir-se importante.
- As perguntas tornam as ordens aceitáveis, estimulam a criatividade.
Principio 4: Faça perguntas em vez de dar ordens.

- Nunca trate uma pessoa mal, nunca a envergonhe, isto destruirá seu ego e certamente ela terá raiva de você.
Principio 5: Nunca envergonhe a outra pessoa.

- Elogie o menor progresso para que a pessoa continue melhorando.
- Todos nos necessitamos de reconhecimento.
- Com a critica a capacidade declina, com o estimulo ela floresce.
Principio 6: Elogie sempre o menor progresso.

- Todo o homem tem uma habilidade marcante, insista para que ele a utilize.
- Declare sua admiração pela habilidade alheia.
Principio 7: Proporcione a outra pessoa uma boa reputação para ela zelar.

- Elogie sempre que a outra pessoa fizer algo certo.
- Incentive, mostre que o objetivo pode ser alcançado.
Principio 8: Empregue o incentivo. Torne as faltas fáceis de corrigir.

- Quando der sua ordem, formule-a de modo que a outra pessoa entenda como benéfica a ela.
- De sempre um incentivo extra, quando o trabalho for bem desenvolvido.
Principio 9: Faça a outra pessoa sentir-se feliz realizando aquilo que você sugere.




segunda-feira, 4 de maio de 2015

Resumo do Livro Dos Delitos e Das Penas


 - Cesare Beccaria, nasceu em 1738 e seu livro busca combater a tortura, pena de morte e os suplícios.
- Os homens criam leis por interesses privados ou por força do momento e não pelo bem da coletividade.
- A moral politica muda conforme os interesses que se apresentam.
- Numa sociedade cada porção de liberdade dos cidadãos é utilizada para criar à soberania da nação, e todo aquele que desobedece este contrato recebera uma punição que não deve passar da liberdade adquirida pelo Estado, caso for será injusta.
- Os juízes não são legisladores, pois se fossem, existiriam casos iguais julgados diferentes (a mercê do bom humor do juiz).
- As leis devem ser claras e simples, para que o cidadão saiba diferenciar se o ato é criminoso ou não.
- A imprensa possui um papel fundamental na divulgação e explicação das leis.
- Utiliza-se sempre a ideia de força e poder, em lugar de justiça.
- Toda a certeza moral (não provada) é apenas uma probabilidade.
- As acusações e os julgamentos devem ser públicos, para que ninguém seja beneficiado ou prejudicado injustamente.
- O juiz que interroga por tortura recebe a resposta esperada, porem não a verdadeira.
- Os juramentos a Deus nos tribunais, não passam de mera formalidade sem consequência.
- A maioria dos homens respeita a lei por temor ou por virtude.
- O uso de purgar utilizando a tortura, tem sua fonte nas religiões.
- O suplicio tem como objetivo expelir a raiva particular de um soberano.
- Quanto mais cruéis forem os suplícios, mais atrozes serão os crimes cometidos.
- A pena de morte é vista como um espetáculo e nunca servira para desviar pessoas do crime. Criminoso = fruto da sociedade.
- As penas justas são aquelas onde prevalece o interesse publico e nenhum homem tem o direito de tirar a vida de seu semelhante.
-Todo aquele que estiver preso antes de condenado, deverá ser julgado primeiro.
- Não é o rigor que previne novos crimes, e sim a certeza de uma punição.
- Deve sempre haver proporção entre o crime e a pena.
- Na sociedade ocorre uma oposição entre lei e moral.
- Cabe exclusivamente a lei criar crimes e fixar-lhes as penas.
- É melhor prevenir o crime do que puni-lo.
- Quanto mais espécies de crimes forem criados, mais eles serão cometidos.
- A religião conseguiu juntar vários povos em uma mesma sociedade, mas deixou-os cegos diante de seu fanatismo.
- A educação é a única solução para prevenir os delitos, porem é cara e demorada.
- Toda a autoridade produz uma obediência hipócrita e passageira.

domingo, 12 de outubro de 2014

Resenha do livro “A Sociedade Informática” de Adam Schaff


Síntese da obra
A obra como um todo se classifica como futurologia sócio-política e tenta por meio de ensaios e deduções explicar o que ira acontecer daqui a vinte ou trinta anos (somente em países de primeiro e segundo mundo) quando a robotização atingir seu auge, e as causas positivas e negativas que isto ira acarretar para nossa sociedade. Este ensaio apresenta-se organizado em 2 grandes capítulos, da seguinte forma.  O primeiro capitulo se restringira para as consequências na sociedade em si, como a questão econômica, a questão do convívio social a questão politica e principalmente as questões culturais. Já o segundo capítulo enfatizara a mudança no individuo quanto à sociedade, a procura do sentido da vida, a procura de um estilo de vida e a mudança nos seus sistemas de valores.

PRIMEIRA PARTE
- Condições iniciais: as três revoluções técnico científicas
A primeira revolução industrial ocorreu entre os séculos XVIII e XIX que foram as implantações principalmente das máquinas a vapor nas indústrias.
Já a segunda revolução industrial tratara da robotização e automatização de serviços que hoje em dia são feitos por homens (trabalho manual) e para tanto três áreas em desenvolvimento são de extrema importância para que essa revolução ocorra e se concretize.
A primeira trata-se da evolução da microeletrônica, em prol da indústria (robotização para ser mais específico), não só da indústria mais dos transportes, na comunicação entre outros, com o principal objetivo de substituir o homem pelo robô ou simplesmente substituir a força física pela força mental, isso irá acarretar vários problemas que iremos tratar nos próximos capítulos.
A segunda evolução trata-se da evolução da biologia que com os avanços conseguira mudar o código genético das plantas, animais e assim poderá não somente conseguir a cura para doenças incuráveis, mas, criar plantas e animais que acabaram com a fome principalmente em países muito pobres por um custo baixíssimo. Porem poderá trazer causas negativas para o homem como a produção artificial de seres humanos para fins de guerra, por exemplo.
E a terceira e não menos importante evolução será a energética, conseguindo recursos que são renováveis como a energia solar, geotérmica, ventos, das correntes de água e principalmente a nuclear, essas formas de energia sem sombra de duvidas irão ajudar para a revolução acontecer, porem se usadas com más intenções (como por exemplo, para fins militares) causarão um dano irreversível a nossa sociedade e principalmente ao nosso planeta.
Nenhuma evolução humana será negativa, porém se usada de maneira errada causara um estrago inestimável a todos nos.

- Mudanças na formação econômica da sociedade
O autor aponta que o principal problema será como conter uma massa que perderá seu emprego devido à robotização e a automação. Com isso apresentam-se alguns dados importantes que são: uma a cada três jovens não tem emprego e até o final do século mais de 35 milhões de empregos serão eliminados devido à automação.
Para evitar um problema maior (no caso seria manifestações violentas, devido à falta de renda), a única solução será prevenir esta situação e uma das principais formas é a diminuição da jornada de trabalho (para que todos possam exercer uma forma de trabalho) e uma nova reformulação de renda (para que a pobreza não se torne algo normal)
Com essa robotização os empresários se tornarão mais ricos e consequentemente irão ter que pagar seus antigos funcionários e lhes proporcionarem uma atividade alternativa para que estes não caiam em depressão e não se tornem delinquentes por falta de renda e ocupação.

- Mudanças na formação social da sociedade
O autor afirma que nenhuma mudança futura pode ser prevista com extrema certeza, porem ele acredita que com a automação e a robotização haverá o desaparecimento da classe trabalhadora e do trabalho (no sentido tradicional do termo), não só no meio urbano mais principalmente no meio rural. Sendo assim este lugar será preenchido por engenheiros, cientistas e técnicos, que futuramente serão os únicos “trabalhadores”.
Com tudo não haverá uma equiparação entre o trabalho manual e o trabalho intelectual e sim a eliminação do trabalho manual, transformando a educação na única forma de poder atingir um status social desejado. Desta forma os avanços nivelarão a cidade e o campo tirando a sensação de isolamento, e oportunizando uma melhor condição a todos, ou seja, não haverá diferença alguma entre campo e cidade tudo isso graças aos avanços dos meios comunicação, transporte, e saúde.
Porém esse igualitarismo social poderá alavancar um novo problema, que podemos chamar de “controle social”, que fiscalizara toda e qualquer ação que for feita e gravara num banco de dados individual para qualquer hora possa ser usada contra você, graças aos avanços que a tecnologia proporcionara.

- Mudança na formação política da sociedade
Segundo o autor hoje vivemos em uma sociedade de certa forma democrática, porém depois da segunda revolução industrial devido ao enriquecimento exagerado de muitos (donos de indústrias), que ganharão muito mais dinheiro pois poderão produzir 24 horas por dia, essa democracia poderá acabar pois o estado não terá mais poder de impor sobre eles sua democracia, porque quem irá pagar essas pessoas desempregadas serão esses donos de indústrias que potencialmente irão impor o totalitarismo, que provavelmente será aceito, graças a docilidade que a sociedade se tornara perante a eles (meramente uma hipótese).
Deste modo o povo ficara mais rico (tendo todo o bem material que deseja) e não se importara mais com a política deixando um espaço absurdo para a imposição do totalitarismo. Sendo assim a única forma de deter essa imposição é desde já começarmos a nos conscientizar por meio de miniestações publicas contra a imposição deste novo regime totalitário.
Os países socialistas estão muito atrás pois não possuem um avanço principalmente na microeletrônica devido a petrificação de muitas disciplinas que são essenciais para o desenvolvimento de tal área, deste modo a corrida da segunda revolução industrial se dará principalmente no âmbito técnico científico.
Nesta nova sociedade teoricamente sem problemas sociais, o estado se fortalecera ainda mais, pois ficara na “administração das coisas” (transporte, saúde, economia) e não precisara mais perder seu tempo com brigas entre pessoas.
Com isso o estado se centralizara nas questões de interesses de todos e se descentralizara para questões que são de âmbitos regionais, tendo esse poder para decisões próprias, tornando assim a democracia mais ampla e de certo modo mais limpa para todos (meramente uma hipótese).

- Mudança na formação cultural da sociedade
É o que mais vai sofrer com a segunda revolução industrial. Criaram-se autômatos falantes que substituirão (com programação específica) o professor e a forma de ensino.
Com a automação e a robotização, o Estado se centralizara causando assim o desaparecimento das culturas, dos valores e das crenças regionais, passando assim a ter uma única cultura para todos (fruto da informatização).
E essa única cultura se baseara principalmente em países que possuem o capital necessário para controlar as mídias (jornais, revistas, tv e internet), alienando ainda mais a população e causando o que chamamos de “capitalismo centralizado”.
O ritmo será diferente alguns anos representarão vários séculos.

-Observações sobre a especificidade de países do terceiro mundo.
Para falarmos das consequências da segunda revolução industrial nos países de terceiro mundo devemos excluir alguns países dentre eles: a China, países ricos da América do Sul (Brasil, México, Venezuela, Argentina), países do norte da África (Argélia e Egito) e países petrolíferos do Oriente Médio. Pois esses países considerados de terceiro mundo tem uma economia muito forte e logo se tornarão potencias mundiais.
As consequências da revolução industrial nos outros países de terceiro mundo podem ser tanto catastróficas, quanto muito positivas.
Começamos pelo lado negativo, os países de terceiro mundo servem de abrigo para as grandes empresas, pois possuem uma mão de obra barata, porem depois que ocorrer a revolução industrial os autômatos tomarão conta e essas empresas deixarão de investir nesses países causando um declive muito grande na economia e um desemprego estrutural gigantesco.
E o aspecto positivo é que as tecnologias desenvolvidas pela microeletrônica poderão resolver os principais problemas do terceiro mundo que são: a falta de água, a fome e desertificação dos solos. Porém para que essas tecnologias cheguem os países industrializados deverão vendê-las, a um custo baixo e acima de tudo incentivar esses países a criarem uma educação forte (que é à base de tudo) para que esses países saiam desta condição (algo que raramente irá acontecer).

SEGUNDA PARTE
 - O individuo humano e sociedade informática.
Acima de tudo a revolução industrial afetará o individuo humano e o destino de cada um de nós.  Portanto o individuo nasce como uma folha de papel, onde pode ser escrito tudo nela, ou seja, é a sociedade que irá lhe passar os valores, costumes e crenças e ele irá absorvê-los e se tornar parte deles.
Sendo assim esses valores, costumes e crenças certamente no futuro serão mudados para melhor ou para pior tudo isso graças a nova revolução industrial que esta por vir.

- Individuo e sociedade
Segundo o autor o homem moderno não pode viver fora de uma sociedade e por isso deve seguir as normas impostas por ela. Para isso o autor cita que o individuo humano depois da revolução industrial não vivera mais no individualismo total mais sim em uma mescla de individualismo moderno e totalitarismo.
Esta falta do que fazer, gerara problemas muito graves principalmente em jovens que estão ainda em formação. Esses jovens irão se juntar e formar as chamadas “famílias ampliadas” como forma de terem algo para se dedicarem e assim não recorrerem para o caminho da delinquência.

- O homem a procura do sentido da vida.
Para o autor sentido da vida são os conteúdos que motivam o agir do homem e a perde deste sentido causara um vazio existencial (não encontra mais motivo para viver). Portanto o homem que perde seu trabalho ao mesmo tempo perde sua motivação e consequentemente seu sentido da vida.
E o maior problema de todos, são os jovens que quanto atingirem a idade normal para trabalharem, não terão o que fazer e poderão partir para o alcoolismo, toxicomania e principalmente para a delinquência juvenil. Daí a motivo pelo qual deve se encontrar formas alternativas de ocupações, não só do tempo mais que deem um status de vida digno para que esses milhões de pessoas desempregadas tenham o que fazer, e terem um motivo para poderem viver. E uma forma de resolver esse problema de certa forma simples é a educação remunerada permanente de todos.
Para tanto é certo que uma intensa atividade social normalmente se inicie apenas quando o mal já se manifestou claramente, causando inevitáveis danos.

- O homem á procura de um estilo de vida
O autor aponta que haverá grandes transformações na condição do homem para com a sociedade. Uma dessas grandes mudanças será o fato de que o trabalho não servira mais como forma de sobrevivência, mas sim como certo tipo de lazer, distração, ou seja, não haverá mais cobranças, stress, trabalho tradicional e sim criatividade e satisfação para inventar seu “próprio trabalho”.
Com isso as condições do homem e da mulher se nivelarão não existindo mais o preconceito que há hoje.
Para tanto essas situações podem representar um grande risco para a sociedade (principalmente os jovens) que terão muito tempo livre e esse pode se transformar em tédio e até mesmo em atos delinquentes (revoltas, quebra-quebra por não terem  o que fazerem) que irão causar um grande dano a toda a população.
Portanto o homem não sobrevivera sem poder expressar seus sentimentos e sem ter um hobby para poder gastar seu tempo (já que dinheiro não será mais o problema para ninguém).
- O homem a procura de um sistema de valores.
Para o autor é a sociedade que influi nos valores e atitudes do homem e com isso esses valores e atitudes mudam conforme o tempo e o espaço.
Um valor que certamente será mudado depois da revolução industrial será o de que as pessoas não verão mais a riqueza como uma condição para manterem um status melhor que a outra (já que ninguém precisara trabalhar para viver), pois não terão um objetivo para qual alcançarem (já que todos serão iguais e terão condições de frequentarem os mesmos lugares), e com isso eliminar um dos principais fatores que geram o preconceito na sociedade de hoje.
Depois da revolução os cientistas (a grande maioria devido a demanda cada vez maior de tecnologia), buscarão a fé para se manterem lúcidos e continuarem suas buscas por respostas, mas não essa fé elitista e sim a fé dos valores que a religião traz para poderem  “aliviar seus espíritos”.
A sociedade informática não garante automaticamente o paraíso.

Comentário Crítico
O presente livro mostra-se muito produtivo e interessante sobre as questões futuras principalmente depois da chamada segunda revolução industrial. Porém não consegue trazer comprovações e deixam o leitor sem rumo com relação às consequências se serão mais positivas ou mais negativas no âmbito social.
Discordo em uma questão que fica confusa quando o autor cita que depois da revolução industrial a questão das diferenças entre classes (não só econômica, mas também de preconceitos gerais como racismo, homofobia, diferença entre homem e mulher) não existira mais, a meu ver mera especulação que nunca se tornara realidade pelo simples fato de que quando todas as classes se igualarem sem nenhum tipo de briga e preconceito não existira mais estado e muito menos politica (fato que nunca ira acontecer porque ninguém que esta em cima ira ceder para uma melhor condição de todos).
Porém concordo com o autor quando ele demonstra que com a extinção do trabalho (em sua forma tradicional) a população irá entrar em um tédio profundo causado esta “falta do que fazer” (principalmente os mais velhos que estão muito acostumados com esse valor do trabalho). Este valor se refere a busca diária por uma melhor condição, pode parecer algo banal, mas se for analisado friamente o trabalho, a função que acordamos todos os dias para desempenharmos (mesmo que odiamos) é uma necessidade e ao mesmo tempo uma forma de nos motivarmos cada dia mais a buscar um lugar melhor para cada um de nós. E depois do desaparecimento do trabalho as gerações mais jovens que não aprenderão esse valor irão ocupar seu tempo livre muitas vezes para atos ilícitos, como roubos, furtos, entre outros. Por isso a necessidade de se criar “trabalhos voluntários” para  que esses jovens (principalmente) se ocupem com algo que irá ajudar não só eles mas a sociedade interna (fato que o autor propõem).
Para tanto este livro foi de suma importância para me condicionar a pensar no que ira acontecer no futuro não tão distante e com ele entendi muitos aspectos que nunca tinham se passado em minha cabeça e com certeza evolui muito em meu pensamento critico (e até mudei alguns conceitos que tinha) com relação a sociedade e seus avanços com a revolução industrial.





domingo, 21 de setembro de 2014

RESUMO do livro “A Era Dos Direitos” de Norberto Bobbio


O presente livro mostra-se divido em quatro grandes partes, dentre as quais é possível se ter um entendimento do caminho histórico que os direitos do homem percorreram, até os dias atuais.
Sem direitos do homem reconhecidos e protegidos, não há democracia, sem democracia não existe condições mínimas para a solução pacífica dos conflitos. Os direitos do homem nascem em momentos históricos em que podem ou devem nascer, e esses direitos criam força e se multiplicam à medida que o trabalho assalariado começa a fazer parte da sociedade, pois como diria Maquiavel no livro O Príncipe “É preciso ser líder para entender um povo, e é necessário ser povo para compreender um líder”.
Para síntese, a primeira geração é de direitos individuais (liberdade, igualdade) a segunda geração são os direitos coletivos (educação, saúde). E hoje estamos vivendo a terceira geração dos considerados direitos do homem que tem como referencia a igualdade e a fraternidade.

PRIMEIRA PARTE
Os direitos humanos nunca serão absolutos ou imutáveis, deste modo serão constantemente mudados de acordo com as carências da sociedade. Por isso os direitos do homem são considerados heterogêneos de modo que um direito que é fundamental em um lugar, no outro pode não ser considerados do mesmo modo, e é por esse fato que se justifica a dificuldade não de cria-los, mas de protegê-los, pois variam de sociedade para sociedade.
Somente depois da primeira assembleia Universal Dos Direitos do Homem em 1848, pode-se dizer que a sociedade mundial alguns valores em comum. Portanto agora os direitos do homem não possuem mais o problema filosófico (fundamento) como impedimento mais sim o jurídico (proteção).
Os direitos do homem nascem como direitos naturais universais, desenvolvem-se como direitos positivos particulares, para finalmente encontrarem sua plena realização como direitos positivos universais.
Os direitos do homem para seu desenvolvimento passou por três etapas: O primeiro foi os direitos de liberdade, o segundo direito políticos e o terceiro direitos sociais. Por isso esses direitos possuem uma grande dificuldade de serem protegidos em países de terceiro mundo, por dois fatos, o primeiro pela população não ter conhecimento sobre eles e o segundo pelo fato é que os governos são muito autoritários e não permitem o conhecimento do povo.
Encontramo-nos hoje numa fase em relação aos direitos do homem em que onde talvez não sejam necessários é possível observa-los, porem onde seriam necessários não são aplicados.
Quando estão em pauta dois direitos do homem um é preciso ceder para que o outro vença, como é o exemplo “que o direito de não ser escravizado implica na eliminação do direito de possuir escravos”.
Vivemos em uma sociedade que a cada dia adquirimos uma fatia de poder em troca de uma fatia de liberdade, e assim nem tudo o que é desejável é merecedor de ser perseguido e realizado.
Por todos esses conceitos descritos acima Kant considerava “A humanidade como se fosse um individuo ampliado, ao qual atribuímos as características de um individuo reduzido”.
Assim a historia humana é ambígua, onde o bem e o mal se confundem, dando respostas diversas segundo o ponto de vista em que é interrogado.
 Na concepção positiva da sociedade entende-se que a função primaria da lei, não é a de libertar mais sim a regular e comprimir os atos (obrigação considerada função primaria do cidadão). Já na concepção natural verifica-se o oposto, que primeiro estão os direitos do cidadão e depois os deveres sendo assim a função do estado se inverte, tendo como função primeiramente os deveres e depois seus direitos.
A teoria e a pratica dos direitos do homem percorrem caminhos muitos distintos, enquanto a teoria cada vez mais multiplica os direitos para talvez cobrir as lacunas deixadas, na pratica ocorre o inverso, esses mesmos direitos não saem do papal por inúmeros fatores que foram citados acima.
Porém todas as vezes que a sociedade “exigiu” um direito esta foi atendida, como é o exemplo da proteção aos velhos, se estes não tivessem aumentado seu numero, não teriam conseguido o beneficio de uma lei protetora.
Para que esse fato aconteça, foi necessário antes uma lei natural ou podemos chamar de lei moral da sociedade, a qual foi a impulsionadora para que uma lei positiva (escrita) fosse fundada para a proteção dos idosos.
Concluo esta primeira parte com uma frase de Kant “O progresso, para ele, não era necessário. Era apenas possível”.

SEGUNDA PARTE
A segunda parte tem como base A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO que foi aprovada na França, pela assembleia nacional de 26 de agosto de 1789, que teve como principal objetivo declarar três conceitos que até os dias atuais são utilizados para qualquer constituição, são eles: Direito a Liberdade, a Propriedade a Segurança e à resistência a opressão.
Antes da proclamação dos direitos do homem o estado era considerado um pai, e os súditos eram seus filhos quais ainda não alcançaram a idade da razão e não podem regular suas próprias ações. Assim parar inverter este ponto de vista fio escrito que pelo estado de natureza nenhum individuo pode ter poder de mando sobre o outro.
Porém essa declaração sofreu muitas criticas principalmente de Burke, que não aceitava esses direitos naturais, pois para ele direitos naturais eram considerados sentimentos como o temor a Deus, respeito ao rei e afeto pelo parlamento.
Esta constituição não proclamava a felicidade de todos, porem ela dava liberdade para que cada súdito pudesse alcançar a sua. Assim a constituição francesa assemelhou-se muito da americana pelo fato de que as duas eram baseadas na tradição.
 Sendo assim o poder procede de cima para baixo e não vice-versa. Dentro desta concepção Rousseau descreve “o homem nasceu livre, mas por toda a parte se encontra em ferros”.
Segundo Locke, “os homens só entram em uma sociedade para poderem garantir a conservação de seus bens”.
Já na constituição de 1791, foi secamente proclamado que “não existe mais nobreza, não há mais nenhum direito que ira privilegiar alguém, assim todos os franceses serão iguais perante a lei”.
Porém numa democracia que toma decisões coletivas, e sempre o individuo singular que decide o que vai querer para si quando deposita o seu voto na urna. Sendo assim a democracia moderna repousa na soberania não do povo, mas dos cidadãos.
Em 1792 a carta aos direitos do homem, ganha caráter internacional, passando a ser indispensável a qualquer cidadão, que deve exigi-la mesmo em um estado que não a adapte como sua. Pois a violação desta carta será percebida no mundo todo.
Portanto, para concluir este segunda parte do livro, gostaria de escrever na integra o ultimo parágrafo desta parte.
Um sinal premonitório não é ainda uma prova. E apenas um motivo para que não permaneçamos espectadores passivos e para que não encorajamos, com nossa passividade, os que dizem que “o mundo vai ser sempre como foi até hoje” – e torno a repetir Kant – “contribuem para fazer com que sua previsão se realize”, ou seja, para que o mundo permaneça assim como sempre foi. QUE NÃO TRIUNFEM OS INERTES!

TERCEIRA PARTE
A revolução francesa nos deixou um legado muito importante, o direito a resistência, que pelo simples fato de ser usado já incomoda os que estão no poder. Porém este direito ao longo dos anos esta em declínio.
A pena de morte foi um assunto muito discutido por vários filósofos, dentre eles Platão que afirmou “se demonstrar que o delinquente é incurável, a morte será para ele o menos dos males”. Contudo entende-se que a pena de morte não é o castigo que irá melhorar a sociedade, e sim abrir brechas para que as pessoas façam “justiça” com suas próprias mãos. Porém há aqueles que são a favor da pena de morte como Beccaria que afirma “os homens cansados de viverem expostos aos perigos das guerras e da violência entre eles mesmos, fundam a sociedade com base em um sacrifício de sua liberdade e nome de uma segurança”, assim aqueles que optarem por mais viverem nesta sociedade poderão pedir sua pena de morte (segundo os defensores dela).
O debate atual sobre a pena de morte faz referencia somente a pena de morte judicial que será controlada pelo poder estatal e não, aquela feita por grupos militares.
Para Bobbio os dois únicos argumentos para que a pena de morte seja considerada justa é o estado de necessidade e a legitima defesa, assim qualquer dessas duas situações o direito fundamental da vida poderá ser quebrado em prol de sua defesa.
Bobbio conclui que a pena de morte não deve ser usada por nenhum estado como forma para desencorajar os indivíduos a não cometerem um crime, e muito menos ela pode ser usada como forma retribuitiva de poder (matou, irá morrer).
O conceito de tolerância com respeito aos diferentes e minorias funda-se de um preconceito com base em opiniões do senso comum, acumuladas e transmitidas acriticamente ao longo dos tempos e das sociedades. Contudo, Bobbio afirma que o que se deve refutar ou combater não é a intolerância em relação a esses grupos excluídos, mas sim a discriminação.

QUARTA PARTE
O debate sobre os direitos do homem no futuro não pode ser profetizado, porém pode se ter certeza que cada vez mais irá beneficiar o homem como cidadão. Pelo simples fato de que com a informatização todo o mundo estará ciente de seus benefícios e iram exigi-los cada vez mais.
Para se fundar os direitos do homem, necessitam de três momentos, sua proteção, a democracia e a paz. Sem direitos do homem reconhecidos e protegidos não existe democracia, sem democracia não há condições mínimas para solução pacifica dos conflitos.
As cartas da ONU hoje são consideradas as maiores invenções de nossa civilização. Com essas foi possível inverter duas concepções que travavam nosso progresso como cidadãos.
A primeira, é que poder não vem mais de cima para baixo, mas de baixo para cima, do povo para os governantes. E a segunda é que a direito não é mais considerado um dever e sim um beneficio, igual para todos.
Porém, ainda se tem muita dificuldade para que esses direitos do homem tornem-se efetivos, por um motivo que pode ser banal, mas que tem uma grande relevância, fato esse que os direitos do homem fundam-se de concepções diferentes que são elas: o liberalismo, o socialismo, e o cristianismo moderno, tornando-se assim muito complexos, pois cada concepções tem seu objetivo e finalidade que propõem atingir, mesmo estando todos juntos e em prol de algo superior.
Mas mesmo tendo raízes diferentes todos estão em busca de algo em comum, que é a defesa do cidadão, defesa essa contra a toda a forma de poder, pois quando estende-se o poder, consequentemente diminui-se a liberdade e vice-versa.
Hoje em dia estão nascendo os direitos da nova geração, que tem por finalidade diminuir os problemas atuais, são esses principalmente direitos referentes ao meio ambiente, a privacidade e a integridade, necessidade que no passado não existiam.

Gostaria de concluir com uma frase “conceitos justos, uma grande experiência, e sobretudo muito boa vontade, pode conseguir tudo o que você quiser”.